Páginas

Mostrando postagens com marcador Amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amigos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que é saudade, afinal?

Eu ainda não entendo como você é desalmado.
Eu aceitei. Desalmado? Tudo bem, eu posso tentar entender! Mas eu tentei e não consegui.
Aceitei novamente. Se a minha amizade é o que você quer, a sua amizade é o que eu vou querer.
Mas eu não consigo!
Todas as vezes que você me abraça, você une todos os meus pedaços! Todos os pedaços, os que você fez cair e os que os outros tiraram de mim.
Mas eu continuo aceitando.
Não.
Eu aceitei até sexta-feira.
Desalmado?
Desalmados não sentem. Certo?
Bom, ou você é um desalmado muito ruim ou você não é desalmado.
Ah, eu estou nervosa.
Tentei deixar passar, mas não passou. Quase uma semana já! E não passou!
Quase quatro meses e não passou!
Me disseram: você vai conhecer gente diferente, gente bonita, gente feia, gente divertida, gente chata, você vai esquecer!
Esqueci, claro!
Mas você sempre está lá, sempre dá um jeito de me fazer lembrar de você!
Ah, eu continuo nervosa porque você me deixa nervosa! Você me faz tremer, coração bate forte, a boca seca,  eu não penso direito!
Ah, bem já falaram pra mim que a internet era a solução, ou ao menos a ajuda!
Ajuda a matar um décimo das saudades.
E ajuda a pensar antes de falar com você.
Porque você, que antes simplesmente parecia não existir no meu facebook, começa a comentar minhas fotos, a dizer que eu estou de bem com a vida e que isso é bom. Pelo menos foi o que disseram pra você.
Você conversa comigo, como se nada tivesse acontecido e quando eu, lutando pra não fazer, me dispeço, correndo, você diz que sente saudade de mim.
Ah, você disse só pra me matar!
"Até mais, Natália
Sinto saudade de você"

Simples, curto, grosso, carinhoso, um amor.
Você.
Sempre tão imprevisível.
Enquanto eu, sempre atrás de um computador escrevo, escrevo, escrevo, pra um você que não vai ler, pra um você que eu gostaria que ouvisse essas palavras da minha boca e que quando eu terminasse dizer, me explicasse, timtim por timtim, quem, afinal é você.
E onde, por favor, onde você se aplica na minha vida?
E a pergunta mais importante: onde eu me aplico na sua?

*-*

Se alguém aí tiver a resposta da primeira pergunta, por favor, não deixe de me responder, ok?

Perto e distante- Tiê


sábado, 31 de março de 2012

A noite do dia nenhum



Sem brincadeira: eu acordei e pensei “Vou ver 5 a seco hoje”.
Fui para a aula com vontade de sentar e ver o tempo passar. Na primeira aula eu só conversei. Era minha aula favorita e eu só conversei.
Na segunda aula eu fiquei com vontade de dormir e ficava imaginando como seria a minha noite.
Almocei.                                                                                                                     
Subi até o sexto andar e lá fiquei na internet com o F. e a A.
O tempo foi passando, a ansiedade batendo mais forte e eu tentando evitar decepções: Natália, se por algum acaso não der certo de vocês conseguirem ver 5 a seco, não fique triste! Não será a primeira vez que isso acontece e vocês terão outras chances de os verem!
Encontrei uma amiga, jantei, tomei banho, coloquei uma roupa bonita, passei um perfume, nossa, nunca me arrumei tanto assim! Mentira, claro, mas a sensação foi essa.
Peguei a linha 4-amarela, desci na Luz, peguei baldeação para a linha 9-rubi do metrô e fiquei esperando a Viviane.
Algo me disse para olhar para trás e eu olhei. Era ela lá, andando na minha direção, matando a saudade aos poucos.
Pegamos a linha rubi, descemos na Água Branca e adivinhem: o google mentiu pra nós!
Na verdade ele não mentiu, mas omitiu que o caminho que ele mostrou era perigoso.
E lá fomos nós voltar para a Barra Funda, esperando encontrar um ônibus que nos deixasse em em frente ao SESC em quinze minutos.
Atá acharmos a saída da estação, faltavam dez minutos. Vamos de táxi? Vamos! Quanto tempo você faz daqui ao SESC Pompéia? SESC Pompéia? Ah, uns dez minutinhos.
Minutinhos? Minutinhos? Aqueles dez minutos foram os mais longos da minha vida! Nunca vi coisa igual!
Mas enfim, o cara conseguiu nos deixar na porta do SESC em dez minutos e nós conseguimos entrar antes da sineta tocar.
E começa o espetáculo!
Vinícius Calderoni falando todas aquelas coisas chatas que ouvimos em todos os teatros, mas que, saindo da boca dele, pareceram ganhar vida e brincaram no meu ouvido.
Não é permitido filmar e fotografar sem concessão prévia do SESC. Mas não será necessário filmar ou gravar, pois esse espetáculo ficará gravado em suas retinas.
Realmente, Vinícius... ficou mesmo na minha retina...
Ficou gravado o Rato sonhando ser o Cara e o Cara sonhando ser o Rato. Ficou gravado a Bela, Bela, pagando com um beijo o último ingresso, nem muito atrás, nem muito na frente. Ficou gravado 5 a seco cantando Chico Buarque, ah, 5 a seco, esses garotos que me deixam cambaia!
Quer ver uma garota cambaia? Vai com ela quando ela for conhecer as pessoas em quem ela se inspira (nossa, quantos ‘ela’! desculpem professores e professoras de português, escritores de plantão, ainda estou aprendendo, certo?).
Quando o espetáculo acabou, saímos, desesperadas, costurando entre as pessoas, em direção ao palco. A gente tinha que ver se eles existiram mesmo ou se foi um sonho. Mas, claro, não um sonho em que o Rato vira o Cara e que o Cara vira o Rato, ou o sonho que o Cara faz uma canção inédita para a Bela, mas que foi o Rato quem cantou a tal canção. Nosso sonho era diferente. Um ano sonhando o mesmo sonho! Imagine como é! Acho que só o Rato e a Bela entendem.
Mas eles existem. Eles vivem, tem cheiro, carne, osso, alma, coração, suam, abraçam e aparecem em fotografias.
Duvida?
Então olha só:



Ah, mas você sabia que a vida real é melhor que os sonhos?
Pois é, eu não sabia. Mas descobri que sim, a vida real é melhor que os sonhos. Porque no meu sonho, eu conheceria apenas 5 a seco naquela noite. Mas eu fui além. Conheci uma das minhas atrizes favoritas, que atuou como personagem principal de uma das minhas séries favoritas e o cara que criou a tal série e adaptou a peça Cambaio para Cambaio [a seco]. Ah, claro! Conheci o Rato e o Cara também!
Para os que ainda não acreditam (como eu):


Livro "Tudo o que é sólido pode derreter" de Rafael Gomes, com Mayara Constantino (atriz principal da série) na capa

autógrafo Mayara Constantino:
Natália e Viviane, espero que vocês se aventurem com a Thereza! Beijo grande! Mayara Constantino



Autógrafo Rafael Gomes:
Natália e Viviane, tomara que a jornada de Thereza pela literaturalhes seja inspiradora e divertida! Um beijo, Rafael


quinta-feira, 29 de março de 2012

Não sei o que dizer

Na verdade, não sei o que sentir.
Estou entre a perplexidade e a alegria extrema, a incredulidade e a falta de coragem de acreditar e admitir a verdade.
Eu sabia que eu escondia coisas que simplesmente não tinha coragem de contar para alguém. Além, é claro, aos meus amigos que estavam ao meu lado e viram tudo acontecer na minha vida. T-U-D-O. Tudo o que eu passei, vivi, deixei de viver.
Mas o que eu nunca tinha notado é que todas as pessoas escondem, não segredos, mas momentos que elas mesmas não querem lembrar.
E às vezes, na verdade, sempre, temos que nos recordar dos tais momentos e entregá-los como aprendizado à uma outra pessoa que precisa desse nosso momento de dor para saber superar a dela. E sempre também, temos que contar certos momentos, não como ensinamentos, mas como forma de esquecer.
Não sei... Dizem: o que está escrito não será esquecido. Ou algo assim... Bem, não é totalmente verdade. Claro, tudo o que você escrever e guardar vai ser lembrado para sempre, enquanto você estiver ali para ler. Mas e se você escreve como forma de colocar tudo para fora? E se a folha em branco é aquela pessoa à quem você quer contar o que te aconteceu?
Eu definitivamente não sei. Como é que se fala? Estou enchendo linguiça.
Mas sabe o que é pior? Eu sei o que eu quero escrever. Mas eu não consigo. Acontece que eu aprendi, mas espalhar o conhecimento é difícil, exige tempo, coragem e determinação.
Mas envolveria mais gente do que me é permitido (entende?) e a dor de quem contou doeu em mim. Aliás, doeu em nós três.
Mas hoje, vendo-o escrever um poema e não me mostrar (ele sempre mostra o que escreve) senti a dor em seu rosto, tentando esconder alguma lágrima imaginária (talvez tenha sido mesmo imaginária!) e mudar de assunto rapidamente.
E continuou tão atencioso! Me expressei bem, quando disse que um mês muda as pessoas! Onde eu pensei, há um mês, que eu ficaria amiga de um cara como ele?

Ah, acho que não fez sentido de novo.
O que está acontecendo comigo?

sábado, 24 de março de 2012

Yellow

Eu sei, já coloquei essa música aqui no blog.
Mas acontece que você simplesmente não sabe o que essa música significa pra mim.
Na verdade, nem eu sei.
Eu achava que sabia.
Eu ouvia e sentia uma felicidade líquida percorrer meu corpo. Minhas veias não eram vermelhas, eram amarelas e me faziam feliz por estar viva.
Hoje ouvi novamente.
E senti novamente um líquido amarelo correndo por minhas veias.
Mas não era felicidade.
Era algo estranho, com cheiro de saudade, sabor de vestibular, textura de amizade e algo mais.
Algo que ainda não consegui identificar.
E quer saber?
Eu não quero identificar. Eu quero parar de ouvir essa música!
Porque todas as vezes que eu ouço, bate vontade de chorar, um sentimento de perda.
Eis o algo mais: sentimento de perda.
Perda do que eu não sei.
Não perdi meus amigos! Não perdi o vestibular! Se bem que esse eu quero viver sem...
Mas ainda assim.
Bate vontade de chorar, mas as lágrimas não vêem. E todas as vezes que a música termina eu clico em play novamente e a vontade continua.
Parece até que virei masoquista.
Acontece que todos aqueles sentimentos são bons de serem sentidos. Mas quando combinados, me dão vontade de vomitar todos aqueles dias e vivê-los novamente, um por um, com calma, porque eu sei que o resultado será bom.
Mas não é possível. A vontade se perde quando a música acaba. E sobra apenas as lágrimas que não caíram. Lágrimas que irão cair, assim que eu parar de cantar a música. É por isso que eu clico em play again and again.
Entretanto, tudo na vida possui um entretanto. E o entretanto dessa história é o seguinte:
Eles irão cantar a música e dedicá-la a nós. A todos nós, que cantávamos a música e sentíamos no nosso íntimo. E eu não estarei lá para assistir, para ouvir nossas vozes juntas novamente, sentindo a vibração amarela que nos cercava.
E eu tenho certeza que eles irão gravar e publicar na minha página do facebook. E então as tais lágrimas vão rolar.
E ao contrário do que eu acho que vai acontecer, eu vou assistir o vídeo, assistir talvez até as paredes da casa caírem e levarem com elas todo esse meu passado que nada contra a correnteza e me arrasta de volta ao fundo...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Toda menina gosta de alguém. Da mãe, por exemplo!

PS: Leia ouvindo essa música:


"Feel" - Robin Willians


Eis uma dura realidade. Nada mais do que a verdade.

Mas e quando você tecnicamente não está gostando de alguém, mas está pensando em duas pessoas diferentes? Pensando em uma por tê-la magoado e pensando na outra com medo dela te magoar?

Fácil não é. Fácil nunca vai ser.

Mas bem poderia ser menos complicado! Na verdade, não é complicado! Sou eu quem complica tudo!

Por que um seria um perfeito príncipe. Mas eu simplesmente não sou sua princesa. Mas como eu posso dizer isso pra alguém?

E como dizer o contrário para o outro? Dizer que se ele quiser, eu posso muito bem ser uma boa princesa, talvez até a gata borralheira, apenas para lhe fazer feliz.

Mas aí saber se eu seria a princesa certa para ele é complicado. E colocar a minha própria felicidade nas mãos de alguém também não é nada fácil.

Mas o Príncipe, aquele de quem eu não sou princesa (conseguiu descobrir de qual deles estou falando?) não fez a mesma coisa comigo? Não colocou a felicidade dele em minhas mãos, e eu a devolvi? Ele colocou seu coração em minhas mãos e eu o amassei, cravei-lhe as unhas no pescoço até ver escorrer-lhe o sangue.

Tudo bem, isso seria o que o Bentinho faria se estivesse nervoso com a Capitu, mas eu faço com as pessoas sem ter motivo algum!

Sou uma pessoa horrível! Talvez eu não mereça receber o coração de alguém, talvez as pessoas não devessem se preocupar em fazer meu coração feliz, porque eu não faço o coração de ninguém feliz.

Aliás, já reparou que a qualidade dos meus textos caiu bastante?

Agora, ouça essa música:

 "Head over feet" - Alanis Morissete

terça-feira, 6 de março de 2012

Já?

Para todas aquelas que esperam e não se cansam. Para todas aquelas que esperaram e cansaram. Para todas aquelas que estão cansadas mas ainda resistem. Para todas aquelas que acabaram de começar a espera. Para todas aquelas que não sabem o quê, por que e por quem esperam. Para todas "Eu" existentes nesse mundo e que não querem nada mais do que chamar por "Você". Aliás, esse poema é pra mim também.

Esperando, já nem sei o quê.
Já nem sei por quem.
Já nem sei porquê.

Esperando
Por que a Vida esperou
Nem nove meses pra me trazer

Esperando
Por que a Morte
Também não quis esperar

Esperando
Porque a Vida
Não quer sair de mim

Esperando
Porque a Morte
Talvez não queira assim

Esperando o Alguém
Que não apenas seja o Príncipe
Que  me queira a Felicidade

Esperando o Alguém
Que não apenas seja o Herói
Que me queira bondade

A bondade da espera
Do meu momento de queda
Em que ele aparecerá

Seja ele quem for.
Esteja ele onde estiver.
Virá. Eu sei.

É questão de esperar
E esperando ficar
Esperando estou

O quê?
Por quê?
Por quem?

Esperando. Apenas.
Continuo.
Não é assim o gerúndio?

Pois bem.
Espero.
...

Esperando e dizendo
Ainda
E quando o tal chegar
Seja Príncipe
Herói
Sapo
Cantor
Jogador
Olhos azuis
Moreno
Uma única palavra
Será não a certa
Mas a que eu esperei:
Já?


*-*

Porque nunca é demais esperar. A não ser quando se cansa.
Aliás, como estou cansada agora!

458081766_large
weheratit.com

domingo, 4 de março de 2012

Vai ficar na vontade...

Eu queria falar sobre quarta, sobre quinta, sobre ontem e sobre hoje.
Mas eu estou sem tempo, e como eu complico tudo, todo o tempo do mundo seria pouco.
E de repente, esse blog se tornou perigoso pra mim. Se antes ele era o meu refúgio, o lugar em que eu me escondia desse mundo gigantesco, agora ele é dele que eu me escondo, é dele que eu fujo.
Porque num momento tudo faz sentido e minha vida corre bem, e de repente, em menos de um minuto, literalmente, meu mundo está de cabeça pra baixo?
Ah, me desculpa, sei que não faz sentido! Mas eu estou sem tempo, eu digo e repito!
A explicação fica pra outro dia.
Ou talvez não venha... Talvez fique na vontade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Não dito, mas não desconhecido

Eu posso apreciá-los. Tudo bem. Não tem problema. Só olhar. Seria uma loucura não reconhecer a beleza e apreciar uma pessoa que é legal e interessante. É. Seria loucura não reconhecer.

*-*

Isso me fez pensar novamente. Química. Com certeza havia química entre mim e Luke. Sempre que nos víamos, ele era como um ímã, e eu era uma limagem de ferro. Eu não tinha escolha, exceto ser atraída em direção a ele. Eu não podia evitar. Era química.

*-*

Sabe, existem muitos tipos de amor, embora utilizemos a mesma palavra para todos. Nós amamos nossos pais, amamos nossos animais, amamos nossos irmãos, amamos nossos amigos, amamos chocolate. Sempre a mesma palavra: "amor", mas trata-se de diferentes níveis e cada nível tem sua própria complicação. Amamos alguns garotos. Esse é o tipo de amor mais complicado de todos. Traz insegurança, ciúmes, perda de foco, loucura.


Trechos do livrio: Galeras, Paqueras & Doces Vinganças, de Cathy Hopkins

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Uma carta para Julieta (ou para a secretária dela... ou alguém que esteja disponível para ler!)

PS: leia esse texto ouvindo essa música:

Salento - René Aubry


São José dos Campos, 19 de fevereiro de 2012

Julieta,
Sei que você apenas responde cartas que dizem respeito a problemas amorosos, mas eu precisava lhe escrever sobre o que aconteceu, ainda que não se trate de um problema, muito menos amoroso.
Ele ficou de entrar em contato, Julieta. Mas não entrou.
Ele disse que iríamos ao cinema, mas não chegamos nem a nos falar.
E olha só, Julieta, até onde vai uma garota que planeja a semana inteira em torno de um único dia: eu saí, mesmo sem ele. Fui ao shopping com a minha amiga, tomamos Milk shake, e enquanto comíamos pipoca e nos sujávamos com manteiga, vimos no mínimo uma dúzia de casais sair de uma sala do cinema, um atrás do outro. Não pude deixar de pensar que eu poderia estar formando um casal com ele e saindo ao seu lado daquela sala, com aqueles outros casais. Mas não, Julieta. Eu estava sentada de frente pra minha amiga, comendo pipoca do cinema, sem ao menos ter entrado no cinema!
Ah, Julieta, não me entenda mal. Eu me diverti muito mais e de uma maneira mais intensa  do que teria me divertido com ele. Mas a possibilidade de uma diversão totalmente inédita pra mim e que eu teria com ele não me sai da cabeça.
São as possibilidades perdidas, todas elas, que me tiram o sono.
E, Julieta, claro que as possibilidades não estão sozinhas na minha cabeça. Elas estão muito bem acompanhadas pela culpa. Sim, eu me culpo.
Me culpo por ser inteligente demais (e só isso), por não ser bonita o suficiente e por não ter atrativos.
Mas aí eu lembro da noite de ontem: pelo menos dois rapazes repararam em mim e me fitaram (encararam acho que é a palavra certa) insistentemente. Portanto, minha aparência não deve deixar muito a desejar...
E hoje, um domingo de carnaval, sem nada para fazer, resolvi aproveitar ao Maximo a companhia do meu computador. Então, logo ás dez da manhã, eu já estava no MSN, conversando com alguém que eu nunca vi pessoalmente. Alguém que eu só conheço pelas redes sociais (todas elas...)
E conversando com ele, criei uma amizade incrível, daquelas que parecem que sempre existiram. Aquela amizade que não pressiona, aquela que flui naturalmente e impressiona pelo nível de sinceridade inclusa.
Foram duas conversas intensas, uma pela manhã e outra pouco antes da segunda-feira. As duas recheadas de bom humor, boa vontade e boas risadas.
E elogios.
Ele me achou inteligente e disse que sou linda. Mas não disse do modo fútil como o outro. Disse da forma como um melhor amigo diria. Um modo sincero.
Ele me fez crescer, Julieta. Crescer e enxergar o mundo de uma forma mais simples e corajosa.
E me deu esperanças, mesmo sem notar.
Esperanças de encontrar pessoas reais, que se importam de verdade com o que eu penso e acho da vida. Pessoas que irão me entender e querer bem.
E, finalmente, a esperança de encontrar alguém especial, alguém que me faça entender o por que das pessoas quererem encontrar o amor. Alguém que não seja só diversão
Será que você consegue me entender, Julieta?
Aliás, obrigada por ler essa carta, escrita por essa confusa garota, que acredita que o mundo é feito de muitas coisas mais do que as que podemos enxergar...




E, agora que terminou de ler, ouça essa música:


In this Twilight - James Harmon



*-*

Ah, e claro, o filme que me inspirou a destinatária:


Ah, e claro, a música do filme!


Love Story - Taylor Swift


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

E eu não sei o que fazer. Muito menos o que você estava pensando...


Eu pensei que você nunca mais fosse falar comigo. Pensei que você nunca mais fosse me dirigir o olhar.
E lá estava eu, procurando meus amigos - porque eu achava que você havia deixado de ser meu amigo - e eu estava distraída, sem prestar atenção em algo.
Então eu senti. Não sei como. Eu apenas senti alguém chegando perto de mim e me observando. Realmente não sei como é possível sentir algo assim quando 200 alunos estão chegando, alvoroçados, e se encaminhando para suas respectivas novas salas.
Mas eu estava certa: havia alguém ao meu lado.
Você estava lá e me lançava um olhar curioso, a face alegre, com um leve sorriso nos lábios. Você parecia estar tão feliz! Era uma visão tão boa ver você ao meu lado e alegre por me ver que eu cheguei a duvidar da minha saúde mental. Mas quando percebi que era verdade, lembrei-me que existiam boas maneiras.
Dei um oi fraquinho e me aproximei para dar o tradicional beijo de bochecha quando você me abraçou.
Então tudo está bem entre nós e talvez nada tenha acontecido, afinal.
Mas pensar que eu me consumia pensando naquele dia enquanto você simplesmente esqueceu não me deixa mais tranquila. Na verdade eu queria que você pensasse em mim na mesma frequencia em que eu pensava em você. Ainda que fosse em um pesadelo, como aquele que eu tive com você.
Acho que eu deveria ter ouvido o Jean o tempo todo e esquecido o assunto, o dia e você.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Quem disse que tem que fazer sentido?


E eu posso dizer que não faz mais sentido, mas que eu sinto falta do tempo que o sentido ainda existia, eu sinto...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

É esse um tempo em que você deveria ser tudo o que importa no mundo. Pena que não é isso o que anda acontecendo nesse tempo da minha vida.
As vezes o preço que se paga é alto demais
(O preço - Engenheiros do Hawaii) 
Realmente, o preço está aumentando e eu estou ficando sem dinheiro para pagar.

Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor
Porque o amor resultou inútil.

Até porque o meu amor é dividido em três e até ontem eu dizia: meus amores. Só que dois amores faziam parte de uma balança e se equilibravam. Quando eu e o outro amor nos juntamos à balança, quebramos a harmonia perfeita.
Eles se entendem. É até desumano nos metermos nessa perfeição.

E os olhos não choram

Eles se fecham apenas. Se fecham para não enxergar o fim próximo, mais próximo que deveria agora com a desestabilização da balança. Mais próximo? Porque nós o fizemos assim.

E as mãos tecem o rude trabalho

E o cérebro apenas pensa, se concentra e tenta aprender para saber como enfrentar as provas. De todos os tipos.

E o coração está seco.

Duro como pedra. Sem sangue ou lágrimas. Quebrado sim e com buraco. Literalmente.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Trancado à chave está o coração. Quem entrou teve sorte. Os outros vão ter que esperar o momento certo. E pelo visto o momento não tarda.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
Mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

É justamente sozinha que eu me sinto. Sozinha em meio à uma multidão de possibilidades de amizades. E seus olhos são a única coisa que eu enxergo. Seus lindos olhos que me dizem que vocês ainda são minhas amigas.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

Tenho certeza do que há por vir. Tanto quanto Jordan sabia da morte próxima e da separação de Maria. Sei que vai acabar. Cedo, tarde, de repente, quem sabe? Certeza que vai ser difícil. Certeza que não adianta chorar. Não és mais criança.
Eis uma incerteza.

E nada esperas de teus amigos.

Talvez seja por isso todo esse texto sem pretensão. Porque você diz que não suporta ouvir os outros falarem mal dos seus amigos. E quando foi que você me ouviu dizer que consigo ficar calada ouvindo alguém falar mal dos meus amigos? Por que quando alguém fala um A contra os seus amigos você reclama até a morte e eu tenho que ficar quieta quando você fala piadas do meu amigo só porque ele é míope? Você também é míope. Eu sou míope. Se é assim, porque você ainda é minha amiga? E se eu fiquei quieta até agora é porque eu estimo demais a sua presença ao meu lado. Mas não sei quanto tempo vou agüentar de boca fechada. #prontofalei.
Você devia parar de pensar que você é a pessoa mais importante do seu mundo, porque se você só enxerga a si mesma, onde entramos nós três?

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

É só a experiência e sofrimentos a menos que eu tanto quero.

Teus ombros suportam o mundo
E ele não pesa mais que a mão de uma criança.

Porque para mim, ele é pesado e a cada dia parece que uma tonelada é acrescentada ao mundo que me foi dado para carregar? Talvez eu ainda seja uma criança e o mundo pese tanto quanto todas as mãos que estão ao meu redor...

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
Provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertam ainda.

Prossegue e eu apenas me importo comigo mesma. Não sou tão diferente de você, afinal. Mas talvez eu seja uma das que não se libertaram ainda. Você eu não sei.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
Prefeririam (os delicados) morrer.

E eu, tão delicada quanto a queda de um avião, faria de tudo pra não passar por isso (novamente). Mas a coragem escapa-me. E mesmo que ela invadisse meu ser, de nada seria capaz, porque

Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


E o que mais me preocupa: faltam quinze dias para o ENEM...


Pra quem não conhece:



Os ombros que suportam o mundo  (Carlos Drummond de Andrade)

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertam ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

sábado, 17 de setembro de 2011

Faça-me levantar e acreditar...

Eu continuo imaginando. Mas agora parece real, como aqueles pesadelos em que parece que tudo é verdade, mas você não consegue acordar. Só que é bom, embora eu não saiba como agir (porque eu sei que não é real).
Eu sei que não é realidade o motivo que eu imaginei pra você ter segurado minha mão enquanto descíamos as escadas a caminho do térreo. Não é realidade o motivo que eu imaginei pra você olhar dentro dos meus olhos enquanto cantava “Como eu quero” do Kid Abelha. Eu sei que nada significava o olhar que a sua amiga lançou a você, quando você me prometeu que ia trazer novamente o violão na segunda-feira pra gente tocar e cantar... Mas você disse de um modo que parecia um pedido de desculpas por ter voltado pra casa sentado ao lado dela e não ter me dado nem ao menos um oi.
Eu realmente sei que não é real a minha imaginação. Porque se fosse real, não se chamaria imaginação. Mas imagino (também) que a vontade de encontrar o amor seja tanta que a imaginação teve que intervir. Porque ela sabe muito bem que eu já desisti de encontrá-lo. Eu sentei e comecei a esperar a pessoa que irá me tirar do tédio. Mas essa pessoa ainda não chegou. Apareceram alguns sapos fingindo-se príncipes e eu acreditei neles, mesmo sabendo que príncipes não existem. Mas agora, imaginando que talvez ele possa me fazer levantar novamente, a esperança reacende e eu ainda tento me lembrar que é imaginação.
Porque eu ainda estou sentada esperando...

Sitting, Waiting, Wishing (Jack Johnson)


Well, I was sittin', waitin', wishin'
You believed in superstitions
Then maybe you'd see the signs
(...)
I can't always be waitin', waitin' on you
I can't always be playin', playin' your fool

Eu estava sentado, esperando, desejando
Que você acreditasse em superstições
Então, você veria os sinais
(...)
Não posso ficar sempre esperando, esperando por você
Não posso ficar sempre bancando, bancando o bobo por você
(Sitting, Waiting, Wishing)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Você desejou e escolheu essas pessoas há muito tempo

Foi essa frase que marcou meu dia hoje.
Não sou de acreditar em horóscopos, mas mesmo assim eu os leio. É uma mania infame que eu tenho, na verdade e, portanto, não há como escapar deles, ainda que eu não acredite.
Pois então, eu li um horóscopo hoje, aliás, um horóscopo do dia 28 de agosto de 2011. E ele estava dizendo que eu estou começando novas amizades e um relacionamento a dois. Diz que eu estou conhecendo gente nova e que essas pessoas que eu conheci eu desejei e escolhi há muito tempo.
Mas vamos aos fatos: seja lá quem escreveu o horóscopo, errou (é por isso que eu não acredito). Há uma semana eu não estava começando um relacionamento sério com alguém. Mas a pessoa criativa que escreveu aquelas palavras acertou em um ponto: eu realmente conheci pessoas novas. E há um ano eu as via sentadas sempre no mesmo banco do ônibus, sempre com os mesmos fones de ouvido, talvez sempre com as mesmas músicas como companheiras. Há muito tempo eu desejava falar com elas.
E, apesar de não acreditar em horóscopos, eu percebi que as pessoas de quem somos amigas, apenas estão ao nosso lado porque nós permitimos, ou, até mesmo, porque nós as fizemos estar ao nosso lado.
Essas pessoas podem não estar ao nosso lado por um tempo muito extenso, mas tempo suficiente para você mudar o foco dos seus assuntos comuns; tempo suficiente para você mudar o seu jeito de ver o mundo e viver nele.
Aliás, nós raramente vivemos no mundo, nós normalmente estamos nele, sem enxergá-lo, cheirá-lo, ouvi-lo e senti-lo como deveríamos. E com novas pessoas em nossas vidas, as idéias do que é viver e amar se misturam e você finalmente aprende que viver é perigoso e mais fácil do que imagina: basta ter senso de humor para saber mostrar o outro lado do seu rosto para a vida quando ela te der uma bofetada de presente de aniversário.
Ninguém melhor para nos ensinar essa lição do que os amigos. Principalmente os novos.


sábado, 3 de setembro de 2011

Cuspindo pro alto (eu sei que vou me arrepender)



Eu sei dos meus defeitos e sei o quanto eles são irritantes, mas não esperava que você pudesse ter os mesmos defeitos que eu. Muito menos que você usaria esses defeitos para algo tão abominável quanto magoar alguém.
Talvez você não perceba o que está fazendo, e eu realmente gostaria de avisar-te.
Mas eu não posso. Porque a vida é feita de escolhas e você escolheu me excluir da sua vida (pelo menos por uma semana, tempo suficiente pra me deixar chateada).
E agora, que os erros já foram cometidos e não há como voltar atrás, você volta a falar comigo e a me olhar com seus indecifráveis olhos gregos.
E foram por seus lindos olhos gregos que todos nós nos movemos e fizemos você chegar onde você está. E você agora pensa em desistir.
Eu prometi não te julgar. Até porque nossos defeitos continuam sendo os mesmos, embora os erros sejam muito diferentes. Mas eu sinceramente queria que você não me deixasse de lado desse modo. Você já me contou segredos e pediu conselhos, e eu já confiei em você.
Já quase chorei de medo na sua frente e você cantou Hey Jude pra encorajar. E agora eu gostaria de fazer o mesmo (por mais que possa doer).
O que eu não queria de verdade é ver-te andando pra trás, tentando voltar a ser o que era, porque você mudou e não vai conseguir atingir o objetivo.
Eu queria que você deixasse de se preocupar com o que provavelmente perdeu e seguisse sua vida, sem deixar de ir à casa de amigos só porque algumas pessoas desistiram, porque você não pararia de viver a vida se alguns amigos seus resolvessem de repente se matar. Você só sentiria uma dor profunda com a escolha deles.
Eu queria que esse texto tivesse feito sentido pra alguém além de mim.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Do mau ficam as mágoas na lembrança e do bem (se algum houve) as saudades - Camões

O pior de tudo é o sentimento de culpa, saber que eu já passei por isso antes e pensar que talvez a culpa seja minha – a culpa de sentir esse sentimento de fim, a culpa de não fazer nada para acabar com esse sentimento.
Porque nenhuma delas sofreu com isso antes. Pelo menos é o que parece.
Se fosse dois anos atrás eu já estaria aos prantos. Mas aprendi como agir e me forço a ser forte.
Só que dessa vez é diferente. Porque tem sempre que ser diferente, meu Deus?
Porque não pode ser a mesma situação só que com pessoas diferentes? Eu já saberia como agir, teria certeza que o tempo curaria e que tudo voltaria ao normal.
Mas nós nem temos uma única foto juntas. Quando isso acabar só sobrarão as lembranças, teremos que confiar na memória. Nada de concreto me fará lembrar de seus rostos sorrindo, sua risada viva e sua voz em minha cabeça.
Nós nos amamos. Pelo menos isso já foi dito algum dia perdido por aí.
Diz a cultura popular que quem ama cuida, mas eu não estou cuidando nem um pouco de vocês. Quer dizer que meu amor acabou? Mas eu ainda me sinto voando quando estou com vocês.
E eu só quero estar perto de vocês...

Close to you – Whigfield

sábado, 27 de agosto de 2011

A sorte foi lançada. Mas será sorte, ou algum infortúnio?

Te amo pra sempre, te amo demais, até daqui a pouco, até nunca mais(Kid Abelha)



Pela falta de fotos nossas, roubei delas: http://www.thelifeisnotpink.blogspot.com/
 
Quando se ama uma pessoa, a vida te apresenta tantas opções! Você poderá amá-la pra sempre, ou só até amanhã. Você poderá vê-la na sexta-feira e depois na segunda, ou vê-la de domingo a domingo, ou quem sabe, vê-la apenas por três dias e nunca mais ouvir falar dela. Não significa que você não a ama. Por que o amor é uma coisa estranha.
Mas quando se ama um grupo muito extenso de pessoas as opções se fecham e as escolhas se tornam mais doloridas. E são nas horas de marcar essas escolhas que você se pergunta se vale a pena acreditar no existencialismo. Seria mais fácil ser determinista e culpar algum deus, algum demônio, quem vai saber quem é o responsável?
Acontece que sempre existe um outro lado da moeda. Todos sabemos que pessoas aparecem na nossa vida todos os dias. E que todos os dias nossas idéias mudam, nossas opiniões ficam mais aguçadas e inconscientemente procuramos pessoas que pensam do mesmo jeito que nós.
E se torna tão difícil aceitar que aquela pessoa que tanto amamos de repente não tem mais aquele senso de humor incrível que nos fazia rir, nem aquelas idéias revolucionárias que nos embalavam na esperança de um mundo melhor.
Se torna difícil descobrir de quem é a culpa. Foi você que mudou? Então seus ombros suportarão o mundo talvez pra sempre, até essa fase da vida, que muitos dizem ser a melhor, passar. Mas se a outra pessoa foi quem mudou, até quando você poderá culpá-la pelo fim de uma amizade tão linda?
Aliás, qual o significado de amizade? Alguém em alguma antiguidade disse que é uma alma vivendo em dois corpos.
Será que não pode ser cinco corpos? Cinco mentes trabalhando em cinco cérebros, emoções pulsando em cinco corações, o mundo em cinco pares de ombros? Cinco corpos diferentes com idéias e ideais diferentes em tudo da esperança, por que somente a esperança deve ser igual: a esperança de conseguir conviver junto por algum tempo a fio, sabe-se lá se por quatro meses, quatro anos ou quem sabe quatro décadas.
Décadas que souberam escolher e saberão cuidar dessa amizade. Nem que seja por um mundo surrealmente virtual.
Mas se a moeda por acaso cair do outro lado, mágoas não deverão ser carregadas no peito, porque “quando a dor se torna raiva, nunca passa a aflição (5 a seco)”. E quando a aflição toma conta de um coração, a verdade nunca virá a tona, sua mente criará mentiras aceitáveis pra o fim e um novo começo parecerá nunca chegar. (experiência própria)
Infelizmente as opções estão aí e eu continuo sendo existencialista. E por mais que eu queira acreditar nas mentiras que já estão chegando novamente, pela terceira vez, eu volto atrás e peço desculpas virtualmente mais uma vez. Talvez eu esteja me tornando expert nisso, mas quem se importa? Quando o amor de uma outra pessoa está em jogo, eu sou capaz de sacrificar o meu próprio amor para salvar o dela.
Sei que nunca fui perfeita, mas por vocês eu posso ser (Jota Quest)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Across The Universe: With A Little Help From My Friends

Ontem foi o Dia do Amigo e essa informação estava exposta em tudo quanto é canto... Mas eu não me atrasei, porque todos os dias é dia de brindar nossas amizades. Mas o dia 20 de julho é apenas um data para lembrarmos daquelas pessoas que por algum motivo não estão ao nosso lado todos os dias, aqueles amigos de outra cidade, ou de outra época...
É por isso que eu coloco agora este vídeo da música With a little help from my friends do filme Across the Universe (a música original é dos Beatles, logo este vídeo é uma releitura, ok?).
Porque amizade não tem data de validade, muito menos uma pessoa a se pensar, mas sim um mundo inteiro de possibilidades...

Foi o que voltou pra mim

Pra quem acha todos os seus textos horríveis

Acesse e conheça o Reticências!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A falta que eu sinto. E a que dispenso.

É, as pessoas simplesmente aparecem na nossa vida. Mas acho que já falei sobre isso em algum texto desse blog.
Só que o sentimento forte que essas pessoas provocam em você é único. A dependência delas não demora a aparecer. A época das férias é quando você se testa pra saber o quanto aguenta viver nessa abstinência.
As músicas cantadas, as risadas, momentos e segredos divididos, encontros imprevisíveis no meio da escola, os elogios, tudo. Fazem falta...
Tudo é motivo pra sentir falta.
Tudo menos os ciuminhos bobos que eu senti, as dúvidas colocadas na minha cabeça, a impressão de algo sendo escondido de mim, os olhares trocados e os silêncios constrangedores. Falta que eu dispenso...
Mas são momentos tão curtos que me convenso ser bobeiras e impressões da minha cabeça. Bobeiras e situações que eu invento. Bobeiras que me demonstram que são realmente meus amigos e que em apenas um dia eu já sinto o vazio que eles provocam quando não estão aqui.
Tantas coisas em comum... Tantas coisas diferentes... Cada característica gentilmente pregada em nós nos fazem inesquecíveis em minha memória.
Inesquecíveis minutos que nunca deixarão de fazer falta. E infelizmente eu depenso essa falta que vocês me fazem pelo simples fato de me fazer sofrer de saudades.