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sábado, 31 de março de 2012

A noite do dia nenhum



Sem brincadeira: eu acordei e pensei “Vou ver 5 a seco hoje”.
Fui para a aula com vontade de sentar e ver o tempo passar. Na primeira aula eu só conversei. Era minha aula favorita e eu só conversei.
Na segunda aula eu fiquei com vontade de dormir e ficava imaginando como seria a minha noite.
Almocei.                                                                                                                     
Subi até o sexto andar e lá fiquei na internet com o F. e a A.
O tempo foi passando, a ansiedade batendo mais forte e eu tentando evitar decepções: Natália, se por algum acaso não der certo de vocês conseguirem ver 5 a seco, não fique triste! Não será a primeira vez que isso acontece e vocês terão outras chances de os verem!
Encontrei uma amiga, jantei, tomei banho, coloquei uma roupa bonita, passei um perfume, nossa, nunca me arrumei tanto assim! Mentira, claro, mas a sensação foi essa.
Peguei a linha 4-amarela, desci na Luz, peguei baldeação para a linha 9-rubi do metrô e fiquei esperando a Viviane.
Algo me disse para olhar para trás e eu olhei. Era ela lá, andando na minha direção, matando a saudade aos poucos.
Pegamos a linha rubi, descemos na Água Branca e adivinhem: o google mentiu pra nós!
Na verdade ele não mentiu, mas omitiu que o caminho que ele mostrou era perigoso.
E lá fomos nós voltar para a Barra Funda, esperando encontrar um ônibus que nos deixasse em em frente ao SESC em quinze minutos.
Atá acharmos a saída da estação, faltavam dez minutos. Vamos de táxi? Vamos! Quanto tempo você faz daqui ao SESC Pompéia? SESC Pompéia? Ah, uns dez minutinhos.
Minutinhos? Minutinhos? Aqueles dez minutos foram os mais longos da minha vida! Nunca vi coisa igual!
Mas enfim, o cara conseguiu nos deixar na porta do SESC em dez minutos e nós conseguimos entrar antes da sineta tocar.
E começa o espetáculo!
Vinícius Calderoni falando todas aquelas coisas chatas que ouvimos em todos os teatros, mas que, saindo da boca dele, pareceram ganhar vida e brincaram no meu ouvido.
Não é permitido filmar e fotografar sem concessão prévia do SESC. Mas não será necessário filmar ou gravar, pois esse espetáculo ficará gravado em suas retinas.
Realmente, Vinícius... ficou mesmo na minha retina...
Ficou gravado o Rato sonhando ser o Cara e o Cara sonhando ser o Rato. Ficou gravado a Bela, Bela, pagando com um beijo o último ingresso, nem muito atrás, nem muito na frente. Ficou gravado 5 a seco cantando Chico Buarque, ah, 5 a seco, esses garotos que me deixam cambaia!
Quer ver uma garota cambaia? Vai com ela quando ela for conhecer as pessoas em quem ela se inspira (nossa, quantos ‘ela’! desculpem professores e professoras de português, escritores de plantão, ainda estou aprendendo, certo?).
Quando o espetáculo acabou, saímos, desesperadas, costurando entre as pessoas, em direção ao palco. A gente tinha que ver se eles existiram mesmo ou se foi um sonho. Mas, claro, não um sonho em que o Rato vira o Cara e que o Cara vira o Rato, ou o sonho que o Cara faz uma canção inédita para a Bela, mas que foi o Rato quem cantou a tal canção. Nosso sonho era diferente. Um ano sonhando o mesmo sonho! Imagine como é! Acho que só o Rato e a Bela entendem.
Mas eles existem. Eles vivem, tem cheiro, carne, osso, alma, coração, suam, abraçam e aparecem em fotografias.
Duvida?
Então olha só:



Ah, mas você sabia que a vida real é melhor que os sonhos?
Pois é, eu não sabia. Mas descobri que sim, a vida real é melhor que os sonhos. Porque no meu sonho, eu conheceria apenas 5 a seco naquela noite. Mas eu fui além. Conheci uma das minhas atrizes favoritas, que atuou como personagem principal de uma das minhas séries favoritas e o cara que criou a tal série e adaptou a peça Cambaio para Cambaio [a seco]. Ah, claro! Conheci o Rato e o Cara também!
Para os que ainda não acreditam (como eu):


Livro "Tudo o que é sólido pode derreter" de Rafael Gomes, com Mayara Constantino (atriz principal da série) na capa

autógrafo Mayara Constantino:
Natália e Viviane, espero que vocês se aventurem com a Thereza! Beijo grande! Mayara Constantino



Autógrafo Rafael Gomes:
Natália e Viviane, tomara que a jornada de Thereza pela literaturalhes seja inspiradora e divertida! Um beijo, Rafael


sábado, 24 de março de 2012

Qual o sentimento certo?

Seu pai! Álvaro o adorava... Tão simples, tão calmo. Como pode ser assim durante anos? Sua mãe também... Sempre eficiente, sensata. Os dois se davam bem, se amavam! Para ele o amor era isso: um sentimento que trazia calma. Carla, ao contrário, excitava-o, despertava-lhe uma emoção inquietante, algo bem diferente de tudo que conhecia.
(Trecho do conto "Doce ilusão" de Flávia Muniz)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Toda menina gosta de alguém. Da mãe, por exemplo!

PS: Leia ouvindo essa música:


"Feel" - Robin Willians


Eis uma dura realidade. Nada mais do que a verdade.

Mas e quando você tecnicamente não está gostando de alguém, mas está pensando em duas pessoas diferentes? Pensando em uma por tê-la magoado e pensando na outra com medo dela te magoar?

Fácil não é. Fácil nunca vai ser.

Mas bem poderia ser menos complicado! Na verdade, não é complicado! Sou eu quem complica tudo!

Por que um seria um perfeito príncipe. Mas eu simplesmente não sou sua princesa. Mas como eu posso dizer isso pra alguém?

E como dizer o contrário para o outro? Dizer que se ele quiser, eu posso muito bem ser uma boa princesa, talvez até a gata borralheira, apenas para lhe fazer feliz.

Mas aí saber se eu seria a princesa certa para ele é complicado. E colocar a minha própria felicidade nas mãos de alguém também não é nada fácil.

Mas o Príncipe, aquele de quem eu não sou princesa (conseguiu descobrir de qual deles estou falando?) não fez a mesma coisa comigo? Não colocou a felicidade dele em minhas mãos, e eu a devolvi? Ele colocou seu coração em minhas mãos e eu o amassei, cravei-lhe as unhas no pescoço até ver escorrer-lhe o sangue.

Tudo bem, isso seria o que o Bentinho faria se estivesse nervoso com a Capitu, mas eu faço com as pessoas sem ter motivo algum!

Sou uma pessoa horrível! Talvez eu não mereça receber o coração de alguém, talvez as pessoas não devessem se preocupar em fazer meu coração feliz, porque eu não faço o coração de ninguém feliz.

Aliás, já reparou que a qualidade dos meus textos caiu bastante?

Agora, ouça essa música:

 "Head over feet" - Alanis Morissete

terça-feira, 6 de março de 2012

Já?

Para todas aquelas que esperam e não se cansam. Para todas aquelas que esperaram e cansaram. Para todas aquelas que estão cansadas mas ainda resistem. Para todas aquelas que acabaram de começar a espera. Para todas aquelas que não sabem o quê, por que e por quem esperam. Para todas "Eu" existentes nesse mundo e que não querem nada mais do que chamar por "Você". Aliás, esse poema é pra mim também.

Esperando, já nem sei o quê.
Já nem sei por quem.
Já nem sei porquê.

Esperando
Por que a Vida esperou
Nem nove meses pra me trazer

Esperando
Por que a Morte
Também não quis esperar

Esperando
Porque a Vida
Não quer sair de mim

Esperando
Porque a Morte
Talvez não queira assim

Esperando o Alguém
Que não apenas seja o Príncipe
Que  me queira a Felicidade

Esperando o Alguém
Que não apenas seja o Herói
Que me queira bondade

A bondade da espera
Do meu momento de queda
Em que ele aparecerá

Seja ele quem for.
Esteja ele onde estiver.
Virá. Eu sei.

É questão de esperar
E esperando ficar
Esperando estou

O quê?
Por quê?
Por quem?

Esperando. Apenas.
Continuo.
Não é assim o gerúndio?

Pois bem.
Espero.
...

Esperando e dizendo
Ainda
E quando o tal chegar
Seja Príncipe
Herói
Sapo
Cantor
Jogador
Olhos azuis
Moreno
Uma única palavra
Será não a certa
Mas a que eu esperei:
Já?


*-*

Porque nunca é demais esperar. A não ser quando se cansa.
Aliás, como estou cansada agora!

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weheratit.com

domingo, 4 de março de 2012

Vai ficar na vontade...

Eu queria falar sobre quarta, sobre quinta, sobre ontem e sobre hoje.
Mas eu estou sem tempo, e como eu complico tudo, todo o tempo do mundo seria pouco.
E de repente, esse blog se tornou perigoso pra mim. Se antes ele era o meu refúgio, o lugar em que eu me escondia desse mundo gigantesco, agora ele é dele que eu me escondo, é dele que eu fujo.
Porque num momento tudo faz sentido e minha vida corre bem, e de repente, em menos de um minuto, literalmente, meu mundo está de cabeça pra baixo?
Ah, me desculpa, sei que não faz sentido! Mas eu estou sem tempo, eu digo e repito!
A explicação fica pra outro dia.
Ou talvez não venha... Talvez fique na vontade.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Pode ser gorda, pode ser feia. Só não pode ser gorda e feia!

Esse aí é o lema dos garotos da Politécnica da USP.
E, bem, não sou gorda. E acho que não sou feia. Apenas não sou aquela super modelo capa de revista.
Então, ir para a Poli nessa última quarta feira teve vários bons resultados...
Mas será que essa que vos escreve sou eu mesma? Porque me parece uma daquelas mudanças ruins das quais eu falei alguns dias atrás...
Mas... Vams esperar pra ver?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Meu Herói

Esse será o último post dessa garota que vos escreve, porque os próximos serão de uma garota diferente. Uma garota que terá provado um pouco mais da vida e dado um passo quase maior que a perna.
Por isso, eu escrevo novamente esse poema que eu fiz, mas agora eu o coloco aqui no blog com uma novidade: eu o musiquei.
Não ficou algo que se diga "nossa, mas que música!", mas já é alguma coisa. Vou apresentar em vídeo e espero que você não se importe com a minha imagem, minha aparência, minhas roupas, minha voz desafinada e com o grito do meu irmão no final do vídeo. Ah!, já ia me esquecendo! Não se importe também com o cenário. Eu gravei na cozinha da minha casa. Quer dizer, na cozinha da casa dos meus pais que na época era a minha cozinha, e que a partir de amanhã já não será mais.
Bom, vamos deixar de blá-blá-blá e ir ao que interessa?



          

            E venha meu herói
Voando por meu céu
Passe e deixe em mim seus beijos
Com sabor de mel

Venha meu herói
E deixa-me te ver
Deixa-me tocá-lo
E nunca esquecer de você

Venha meu herói
Tira-me daqui
Leva-me pra longe
E pra mais perto de ti

Venha meu herói
Já chegou a hora
Esqueça os meus erros
E leva-os embora

Me leve por cidades
Me leve por desertos
Me leve, meu herói
Por caminhos certos

E venha meu herói
Torna-se meu ar
Sopra em mim teu vento
E me deixe respirar

Venha meu herói
Venha me salvar
Tira-me da solidão
E deixa-me te amar

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Não dito, mas não desconhecido

Eu posso apreciá-los. Tudo bem. Não tem problema. Só olhar. Seria uma loucura não reconhecer a beleza e apreciar uma pessoa que é legal e interessante. É. Seria loucura não reconhecer.

*-*

Isso me fez pensar novamente. Química. Com certeza havia química entre mim e Luke. Sempre que nos víamos, ele era como um ímã, e eu era uma limagem de ferro. Eu não tinha escolha, exceto ser atraída em direção a ele. Eu não podia evitar. Era química.

*-*

Sabe, existem muitos tipos de amor, embora utilizemos a mesma palavra para todos. Nós amamos nossos pais, amamos nossos animais, amamos nossos irmãos, amamos nossos amigos, amamos chocolate. Sempre a mesma palavra: "amor", mas trata-se de diferentes níveis e cada nível tem sua própria complicação. Amamos alguns garotos. Esse é o tipo de amor mais complicado de todos. Traz insegurança, ciúmes, perda de foco, loucura.


Trechos do livrio: Galeras, Paqueras & Doces Vinganças, de Cathy Hopkins

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

As nuvens ainda não se foram

Sei que estamos apenas em fevereiro e que o que eu vou escrever agora vai soar muito com o que uma adolescente idiotinha diria, mas é como eu me sinto e não posso deixar de dividir: esse é o ano mais feliz da minha vida!!!
Gostaria de contar isso à um amigo e uma amiga em especial, mas eles não estão on no msn nesse momento.
Mas ela pelo menos eu sei que vai ler. Agora, ele, com certeza vai estar viajando e nem vai ficar sabendo do episódio que eu vou contar aqui... Embora ele seja a pessoa para quem eu mais gostaria de contar o que aconteceu.
Pois bem, vamos aos fatos.
Ano passado, com toda essa história de vestibular, eu tive muitos boletos bancários e confirmações de incrição para imprimir. Como a minha impressora está com sérios problemas desde o ano de 2010 (Décadas não acabou só comigo...), eu ia pelo menos uma vez por semana na Lan House perto de casa para imprimi-los. E acredite: não é exagero.
E lá conheci um cara. Acho que eu não preciso dizer que ele foi a personificação de várias possibilidades da minha vida (ele já até apareceu aqui no blog!).
Mas então:
  • Ele tem a mesma idade que eu, embora pareça mais velho, enquanto eu aparento ter quatro anos a menos.
  • Ele não aparenta estudar, embora se eu for procurá-lo no meio do dia no meio da semana (soou estranho, né?), eu não o encontro
  • Ele trabalha na Lan, possui o próprio dinheiro, direitos e deveres, o que eu gostaria de possuir também....
  • Ele não demonstra interesse em fazer uma faculdade. Pelo menos por enquanto (eis o lado ruim dele)
Como você talvez tenha reparado, ele tem a garra e coragem de fazer coisas que eu gostaria e que eu não gostaria de fazer. O garoto é um lado de mim que eu simplesmente reprimi.
E eu, indo e voltando, no meu direito de ir e vir, via ele me examinar de alto a baixo e sorrir sempre que eu entrava na lan house. Sempre me cumprimentava com um sorriso incrível e dizia olá. Até que um dia ele passou pra um "oi, gata!".
Bom, eu esperei que ele tomasse uma atitude, ainda que fosse uma atitude que ele toma com todas as outras, mas ele nunca tomava. E esperando eu estava, esperando fiquei, tanto que nem reparei que ele acompanhava minha vida, pelos poucos momentos que estávamos juntos.
Então vieram os vestibulares, as provas, o estresse e dois meses se passaram sem eu ter ido uma vez sequer na lan house.
Até semana passada.
Fui imprimir o mapa das linhas de metrô de São Paulo (que aliás, eu demorei a beça para entender). Respirei fundo antes de entrar, com o pensamento de já me despedir dele, não o veria por um bom tempo. Talvez nunca mais.
Sei que está melodramático demais. Mas não posso evitar! Tente entender!
Respirei fundo e me decepcionei. Não era ele que estava atrás do balcão. Fiz o que tinha de fazer e fui embora.
Quando estava na USP, em São Paulo, fiquei sabendo que teria que scaniar alguns documentos e enviá-los por e-mail. Como já foi dito, minha impressora e scaner não estão mais em condições de trabalhar. Então lá vou eu para a lan house novamente. Não esperei, não imaginei, não fantasiei nada. Apenas entrei. E ele estava lá.
Sorriu um sorriso aberto e disse um "oi, amor!" tão bonitinho!, e já foi perguntando pra qual faculdade eu ia. Quando eu disse USP, ele não acreditou. Ficou olhando pra mim até que eu o convenci.
Enquanto os documentos eram scaniados, ele mechia (ai, meu Deus, é assim que se escreve? eu nunca sei! que ironia eu fazer letras!) no facebook e sempre voltava pra página de perfil dele. E de vez em quando parava e ficava olhando pra mim, e só parava quando eu o olhava e lhe dava um sorrisinho.
Num dado momento, ele ampliou uma imagem que dizia: "amor é como elático. se um solta, os dois se machucam" e olhou pra mim e disse: "e é verdade..."
Ficamos num flerte sem fim, até que quando todos os documentos acabaram, ele olhou pra mim e pediu que eu o adicionasse no facebook.
Voltei para casa pisando em nuvens. Sei que é idiota e é o tipo de coisa que eu evito. Mas aconteceu sem o meu consentimento e eu gostei. Porque pela primeira vez na minha vida eu me dei ao luxo de ser uma adolescente normal e flertei com alguém, sem a esperança de um compromisso. Mas com o pensamento sempre presente que se um compromisso viesse, até que seria uma boa, não?
E agora eu termino me explicando: até agora, esse é o ano mais feliz da minha vida. Eu passei na universidade que eu queria, no curso que eu queria, eu amadureci visivelmente, recebi atenção de um rapaz que eu queria que reparasse em mim.
E embora tudo isso não tenha vindo de mão beijada, sinto como se fosse. Porque todo o sofrimento lá de trás não aparece agora. Não consigo me lembrar dele. E agora entendo o que os adultos da escola queriam dizer com sacrificar um ano da minha vida para algo maior. Porque foi o que aconteceu.

*-*

Assim que cliquei em Publicar Postagem, ele me mandou uma mensagem me chamando para ir ao cinema...
Se minha vida já era americanizada, imagina agora!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

E eu não sei o que fazer. Muito menos o que você estava pensando...


Eu pensei que você nunca mais fosse falar comigo. Pensei que você nunca mais fosse me dirigir o olhar.
E lá estava eu, procurando meus amigos - porque eu achava que você havia deixado de ser meu amigo - e eu estava distraída, sem prestar atenção em algo.
Então eu senti. Não sei como. Eu apenas senti alguém chegando perto de mim e me observando. Realmente não sei como é possível sentir algo assim quando 200 alunos estão chegando, alvoroçados, e se encaminhando para suas respectivas novas salas.
Mas eu estava certa: havia alguém ao meu lado.
Você estava lá e me lançava um olhar curioso, a face alegre, com um leve sorriso nos lábios. Você parecia estar tão feliz! Era uma visão tão boa ver você ao meu lado e alegre por me ver que eu cheguei a duvidar da minha saúde mental. Mas quando percebi que era verdade, lembrei-me que existiam boas maneiras.
Dei um oi fraquinho e me aproximei para dar o tradicional beijo de bochecha quando você me abraçou.
Então tudo está bem entre nós e talvez nada tenha acontecido, afinal.
Mas pensar que eu me consumia pensando naquele dia enquanto você simplesmente esqueceu não me deixa mais tranquila. Na verdade eu queria que você pensasse em mim na mesma frequencia em que eu pensava em você. Ainda que fosse em um pesadelo, como aquele que eu tive com você.
Acho que eu deveria ter ouvido o Jean o tempo todo e esquecido o assunto, o dia e você.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ah, esqueci de dizer!

Don't you forget about me!

Presença do medo

A falta de coragem que nos acompanha é tão grande que chega a ser amedrontadora. Porque falta de coragem não é sinônimo de medo.
A falta de coragem de perguntar para um colega se ele sabe responder aquela questão que você simplesmente não consegue responder é perturbadora.
E se essa falta de coragem já é grande, imagina a falta de coragem de chegar no seu amigo e dizer pra ele que você está sentindo algo especial por ele.
Mas você enfrentou a falta de coragem por um bem maior: o de saber responder uma questão e se sair bem no vestibular.
E se essa falta de coragem foi superada, o medo de contar a ele o que você sente também há de ser.
A falta de coragem não morde. E ela também deve ser enfrentada. Enfrentada como se enfrenta o vestibular, o dentista, o cardiologista, o trio de ouro (física, química e matemática), como se enfrenta a vida.
Mas aí enfrentar a falta de coragem do outro é uma missão que eu vou realmente deixar pra depois.


Nada sei - Kid Abelha

É, eu realmente nada sei... Fazer o que, né? Já diz meu professor de violão, pode errar a vontade, porque é errando que se aprende

PS: bati meu record: nove expressões repetidas!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Como se acredita?

Embriagada com o seu cheiro.
Você me faz parar para pensar em todos os conceitos feitos por mim, os conceitos por mim aceitos.
Você não existe. Eu devo estar sonhando.
Mas dá para perceber que estamos sonhando quando estamos sonhando?


Eu acreditava plenamente nisso (não sei se ainda acredito):

A verdade é que você chega nesse mundo sozinho e sai dele do mesmo jeito (ABC do amor)
 Aliás, o amor existe mesmo?
Ele foi feito para acreditar?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

E eu volto a sonhar

Beautiful Eyes - Taylor Swift
Apenas leia ouvindo a música, que me faz lembrar de seus lindos olhos

Estávamos eu, a V., a A.C., o M., a B. e o D. tocando e cantando para nós, como ele tem feito ultimamente.
Eu e a V. estávamos num par de bancos, o M. e a B. estavam nos bancos ao lado e a A.C. e o D. estavam nos da frente.
Alguns pontos depois da A.C. descer do ônibus, o D. tem que descer também, então ele aproveitou para dizer que ia cantar outra música que ele fez. Mas antes, ele disse:
 – sempre faço uma música pensando em uma menina. A garota que eu fiz essa música me lembrava muito a Taylor Swift, então eu ficava ouvindo Taylor Swift a ponto de não pensar em nenhuma outra música de tanto que ouvia Taylor e pensava nessa menina. Ela é assim.
E tocou a música. Foi tão bonito! Mas no meio da música, ele disse que ia pular metade da canção porque ele tinha esquecido a letra. Quando ele terminou de cantar, eu disse:
 – eu ia dizer que você estava escondendo uma parte da música da gente!
Ele deu uma risadinha e falou que não... já estava chegando o ponto dele, então ele levantou, pegou o violão e enquanto se ajeitava, disse olhando pra mim e para a V.:
 – não sei se já me apaixonei por uma de vocês, mas eu nunca fiz uma música.
Logo depois a B. perguntou se foi uma cantada, ao qual ele respondeu:
– ah, acho que foi mais um elogio

*-*

Não sei ao certo porque estou escrevendo isso aqui, mas talvez seja porque eu também não saiba se me apaixonei por ele. Logo eu, que todas as vezes que me apaixono escrevo um texto ou um poema. E eu não escrevi dessa vez.
Mas eu não posso resistir: ele canta Beatles! Como é que se resiste a isso? Ele assistiu A noviça rebelde e canta a música da parte que eu mais gosto no filme. É simplesmente irresistível.
Eu realmente não sei o que aconteceu com o "solos de guitarra não vão me conquistar" que eu tanto me  orgulhava. Talvez seja por ele tocar violão que eu esqueci dessa parte da música.
E talvez também por estar lendo Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres que eu estou me sentindo vivendo uma epifania, que eu tenho ido dormir me sentindo a Lóri, ou tenho imaginado ele como Ulisses.
Mas contrastando com tudo o que eu disse involuntariamente, eu tenho uma certeza. Sei que estou parecendo uma adolescente bobinha e apaixonada, daquelas que anda rindo pelos cantos, sem algum motivo aparente.
E quando penso nisso, sei que tenho uma resposta perfeita: eu sou uma aodlescente e tenho todo o direito de me apaixonar, mesmo que seja uma paixão por dia.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tão fácil e tão raro!

E um "eu te amo" é sempre um "eu te amo", não importa quem o disse, como disse, porque o disse e em que condições.
Um "eu te amo" é sempre um "eu te amo".
E apesar de acreditar em tudo o que eu acabei de dizer, minha mente me faz pensar que um "eu te amo" não é suficiente. Talvez porque duas pessoas já o disseram a mim. E nas duas vezes o tal sentimento acabou tão rápido quanto a frase. E talvez - um talvez com mais certeza - que quando pela terceira vez me foi dita, nesta quarta feira, eu tenha desejado fortemente que aquela declaração fosse verdade.
E também talvez por isso, eu tenha visto no sorriso dele uma pontada de verdade. Uma verdade revelada a mim como em uma epifania, quando ele colocou o braço em meus ombros e eu comecei mais uma vez a sonhar.

sábado, 17 de setembro de 2011

Faça-me levantar e acreditar...

Eu continuo imaginando. Mas agora parece real, como aqueles pesadelos em que parece que tudo é verdade, mas você não consegue acordar. Só que é bom, embora eu não saiba como agir (porque eu sei que não é real).
Eu sei que não é realidade o motivo que eu imaginei pra você ter segurado minha mão enquanto descíamos as escadas a caminho do térreo. Não é realidade o motivo que eu imaginei pra você olhar dentro dos meus olhos enquanto cantava “Como eu quero” do Kid Abelha. Eu sei que nada significava o olhar que a sua amiga lançou a você, quando você me prometeu que ia trazer novamente o violão na segunda-feira pra gente tocar e cantar... Mas você disse de um modo que parecia um pedido de desculpas por ter voltado pra casa sentado ao lado dela e não ter me dado nem ao menos um oi.
Eu realmente sei que não é real a minha imaginação. Porque se fosse real, não se chamaria imaginação. Mas imagino (também) que a vontade de encontrar o amor seja tanta que a imaginação teve que intervir. Porque ela sabe muito bem que eu já desisti de encontrá-lo. Eu sentei e comecei a esperar a pessoa que irá me tirar do tédio. Mas essa pessoa ainda não chegou. Apareceram alguns sapos fingindo-se príncipes e eu acreditei neles, mesmo sabendo que príncipes não existem. Mas agora, imaginando que talvez ele possa me fazer levantar novamente, a esperança reacende e eu ainda tento me lembrar que é imaginação.
Porque eu ainda estou sentada esperando...

Sitting, Waiting, Wishing (Jack Johnson)


Well, I was sittin', waitin', wishin'
You believed in superstitions
Then maybe you'd see the signs
(...)
I can't always be waitin', waitin' on you
I can't always be playin', playin' your fool

Eu estava sentado, esperando, desejando
Que você acreditasse em superstições
Então, você veria os sinais
(...)
Não posso ficar sempre esperando, esperando por você
Não posso ficar sempre bancando, bancando o bobo por você
(Sitting, Waiting, Wishing)